sábado, 30 de janeiro de 2010

PRÁTICA EDUCATIVA CONSCIENTE: UMA NOVA VISÃO PARA 2010

O professor, ao planejar, deve refletir sobre tudo que diz respeito ao processo de constituição de conhecimentos, conceitos e valores e, não só em relação aos conteúdos a serem trabalhos, os quais devem apresentar como aspecto relevante, sua função social.



Nessa reflexão precisa-se considerar que o planejamento deve atender às especificidades dos educandos e da comunidade, procurando se aproximar ao máximo possível do contexto social, conectando-se ao mundo e às constantes transformações, de modo a intermediar e aprimorar os vários conhecimentos e linguagens.


“Quanto mais separado da experiência um determinado conteúdo, maiores e mais complicadas as mediações verbais”, afirma Rubem Alves. Portanto, tudo o que se experimenta e se vive é mais facilmente interiorizado.


Assim, o professor, deve constantemente refletir sobre: Que realidade temos? Que realidade pretendemos? Como chegar ao que pretendemos? E, ao planejar-se para responder a estas perguntas, propor a si mesmo um ambiente de sala de aula que privilegie o seu crescimento pessoal e profissional e, também de seus alunos, na interação, onde ele e alunos possam aprender um com os outros, marcando esse espaço por momentos de troca de experiências, de conhecimentos, onde o crescimento ocorra de maneira coletiva.


Por isso, é imprescindível, também, que o professor acredite nas potencialidades de seus alunos e, esteja continuamente incentivando-as e, investindo nelas.


Michel Foucault (1926-84), afirma que o saber constitui um instrumento efetivo de poder e de controle. Por isso, ao analisarmos que o mundo atual é caracterizado mais por dúvidas do que por certezas e que, vivemos em uma sociedade em constante mudança, marcada tanto pelos avanços científicos e tecnológicos, responsáveis por profundas transformações nos rumos da humanidade, como pelas mazelas do desenvolvimento desenfreado e desigual, verificamos que o constante aperfeiçoamento do educador nesse processo de crescimento recíproco é essencial. Seus conhecimentos precisam ser atualizados e consolidados, de forma a se sentir capaz de utiliza-los com o máximo de aproveitamento e destreza em meio à diversidade, pois é por meio dela que temos a oportunidade de desenvolver os diferentes tipos de inteligência.


Sabemos que ao longo do período letivo o olhar do professor precisa ser acolhedor, entendendo as diferenças individuais, e suas ações voltadas para a possibilidade de superação e sucesso, pois ele é o mediador de esperanças, e se desanimar estará comprometendo inúmeras vidas.


Por isso, se desejamos formar cidadãos, sujeitos de seu próprio conhecimento, autônomos e críticos, temos que primeiro servir de exemplo, pois a escola é o lugar de compartilhar, de crescer e de se realizar.


Assim, como “arremate” de nossa reflexão, devemos lembrar que a postura diante da avaliação é preponderante.


Ao avaliar, o professor, deve procurar ter uma visão global do educando, compreendendo o constante processo de constituição de conhecimentos, não perdendo de vista os objetivos propostos.


Avaliar é acolher, construir e incluir. Sugere ação, tomada de decisão. Por isso, não se deve utilizar a avaliação como instrumento de exclusão e classificação, pois a avaliação deve, principalmente, viabilizar um ensino melhor.


Deve-se, pois, avaliar como se tem usado os mecanismos de avaliação: Como recurso disciplinar? Como recurso de classificação? Como recurso de pura aprovação ou reprovação? Como recurso de libertação? Como recurso de submissão?


Aplicar instrumentos de avaliação requer cuidado porque se trata de seres humanos com suas peculiaridades e múltiplas experiências, as quais não são detectadas em um único momento e, sim, ao longo de um processo.


Portanto, avaliar deve representar, principalmente, o comprometimento de todos (alunos e professores) com a melhoria da qualidade de ensino-aprendizagem e de vida.


LEMBREM-SE: “nada de grande no mundo é feito sem paixão” - Georg Wilhelm Friedrich Hegel (filósofo alemão)


MARIA CELESTE

DEDOCHES


FANTOCHES



 


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Criando o ambiente alfabetizador

A sala de aula da Educação Infantil pode e deve ser um ambiente propício para desenvolver todas as habilidades de maneira prazerosa. Assim deverá conter  inúmeros materiais adequados à realização de atividades lúdicas, previamente planejadas com o intuito de desenvolver as habilidades necessárias.

As atividades denominadas "rotineiras", como a chamadinha básica com os nomes e fotos dos alunos; a janelinha do tempo; o cartaz dos dias da semana, poderá ser introduzido também,uma importante notícia do dia, uma data especial, um acontecimento na escola, ou simplesmente a conclusão do dia registrada por escrito juntamente com os alunos.
 
Então, aqui estão algumas sugestões, idéias, que devem ser analisadas e adequadas a cada professor, a cada escola, a cada turma, e até, a cada aluno.


CHAMADINHA EXPOSTA NO CARTAZ DE PREGAS


 


 JANELINHA DO TEMPO


GALERIA DO AUTO - RETRATO


PAINEL DE ANIVERSARIANTES



domingo, 24 de janeiro de 2010

MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL




A matemática está presente na arte, na música, em histórias, na forma como organizo o meu pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. Uma criança aprende muito de matemática, sem que o adulto precise ensiná-la. Descobrem coisas iguais e diferentes, organizam, classificam e criam conjuntos, estabelecem relações, observam os tamanhos das coisas, brincam com as formas, ocupam um espaço e assim, vivem e descobrem a matemática. Contudo, é importante pensarmos que tipo de materiais podemos disponibilizar para as crianças a fim de possibilitar-lhes tais descobertas.

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) (2008, p. 207) alerta que o trabalho com noções matemáticas deve atender as necessidades da criança de Educação Infantil e estimulá-la a construir conhecimentos nos mais variados domínios do pensamento.

Os objetivos da Educação Infantil para o Ensino da Matemática segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p. 215) são:

-estabelecer aproximações a algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano, como contagem, relações espaciais, etc. (...)

-reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano;

-comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática;

-ter confiança em suas estratégias e na sua capacidade para lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.

JOGO DA MEMÓRIA DE NÚMEROS
















                                                      

Ambiente Alfabetizador

Sabemos que experiências variadas proporcionam oportunidades para o aluno adquirir um vocabulário maior, o que por sua vez, vai permitir que ele tenha melhores condições para construir o conhecimento.
 ''Criar um ambiente alfabetizador significa organizar a sala de aula de maneira que cada parte ofereça materiais que favoreçam a aquisição de conhecimentos''.


-Canto da leitura;
-Materiais diversos com ilustrações e escritas ( jornais, revistas, dicionários, folhetos, embalagens, etc.);
-Alfabeto ilustrado;
-Seqüência numérica;
-Calendário;
-Painel de aniversariantes:
-Painel de ajudantes;
-Listão de palavras.

As crianças possuem preferências por atividades diferentes. Cada criança também tem um ritmo próprio. O desenvolvimento das suas atividades psicomotoras, de seu relacionamento com os outros, de sua fala e diversas outras formas de comunicação vão acontecendo em épocas relativamente distintas. Elas reagem de formas diferentes, por isso o ambiente alfabetizador precisa ser organizado e assimilado aos hábitos de trabalho que contribuem para a independência de cada uma delas. A sala de aula deve incentivar o interesse pela leitura, escrita e manuseio do material didático. Os materiais expostos devem apresentar ordem e clareza, não devendo provocar poluição visual.


sábado, 16 de janeiro de 2010

HISTÓRIA E CULTURA AFRO - BRASILEIRA EM SALA DE AULA

Desenvolvi este trabalho para um seminário sobre '' A cultura negra'' no curso de pedagogia.
Tenho a apresentação em power point, se algum se interessar é só deixar um recadinho que envio por email.
Beijocas
♥ Bruna Valeriano ♥
























Bonequinhos de rolo de papel higiênico





Fiz esses bonequinhos para o aniversário da minha irmã, porém eles podem ser feitos para quaquer ocasião, é só modificar alguns detalhes.
Com a minha turminha, fiz os personagens da história '' As tranças de Bintou'', infelizmente não tenho fotos.

Utilizei:
rolo de papel higiênico, tinta guache branca, canetinha, TNT,
papel de bala e placa Eva, olhinhos pronto e fitilho.

Bom trabalho !

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

Brincar faz parte do ser criança. A brincadeira instintivamente é usada pelo bebê para descobrir o mundo. Brincando a criança descobre o mundo, como ele funciona ,aprende, se desenvolve, experimenta. Brincando a criança vai adquirindo noções espaciais, produz sons, desenvolvem o cérebro para funções como a fala e o andar, auxiliando no seu desenvolvimento global. Os tipos de brincadeira e a forma de brincar se modificam de acordo com a etapa de desenvolvimento que a criança apresenta. A criança exercita e organiza o pensamento, a noção de individualidade, a linguagem, a necessidade de perseverar entre outros. Na brincadeira a criança exprime seus medos, desejos, experiências. De forma simbólica o brinquedo torna-se um meio de expressão. Se o brincar é algo tão importante no desenvolvimento da criança, é também fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da fala. A adequada aquisição e desenvolvimento da comunicação depende de vários fatores, entre eles: o biológico, o afetivo e o social.
Entre os aspectos biológicos, podemos destacar o processo de maturação do sistema nervoso central, ou seja o sistema nervoso central vai evoluindo, se especializando e todas as suas funções também. O Sistema Nervoso Central é responsável pelo desenvolvimento global do indivíduo. Os aspectos afetivos e sociais são a interação com a criança, o estímulo, a confiança transmitida a ela, a atenção dada a criança e tudo referente ao meio ao qual ela pertence. A criança aprende por intermédio da interação com o ambiente, essa interação é também é realizada com o ato de brincar. Brincando os pais conversam com o bebê, apresentam-lhe objetos, aos poucos será por meio do balbucio (um brincar com os sons) a criança irá imitar os sons que ouve. No bebê, a brincadeira é uma forma de interação do adulto com ele, o bebê sozinho ainda não é capaz de simbolizar e usar a brincadeira para isso. Logo, o brincar inicial do bebê é uma experimentação do mundo, ele manuseia objetos, joga, bate, empilha explora o mundo de forma ainda primária condizente com a sua fase, denominada pelos especialistas de fase sensório-motora (etapa inicial do desenvolvimento cognitivo corresponde a aproximadamente os dois primeiros anos de vida). Quando a criança começa a simbolizar, fase da brincadeira simbólica, construída gradativamente, propicia que a linguagem evolua com mais rapidez, assim a linguagem influencia na evolução da brincadeira e a brincadeira auxilia na evolução da linguagem.

A falta de brincadeira pode deixar seqüelas, como dificuldades em se relacionar, medos e outras ainda mais graves. Na dúvida de como lidar com alguma dificuldade em relação ao brincar de uma criança, ou se a mesma não brinca, é importante que se procure um profissional capacitado, como um psicólogo, um pedagogo, para uma orientação específica.

Brincar é ganhar tempo... lembre-se disso

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mais triste é vê-los sentados, enfileirados, em salas sem ar, fazendo exercícios estéreis à formação do homem - cidadão”.

(Carlos Drumond de Andrade)


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Oficina de Artes...


Pintura à dedo.

Sequência numérica

Logo após trabalharmos na roda a seuquência numérica com tampinhas de garrafa, realizamos a seguinte atividade:
 Cada criança recebeu uma tira com números de um a dez, recortaram e embaralharam os números, depois tiveram o desafio de coloca - los na sequência correta.


Gente tem sobrenome...

Trabalhando a música Gente tem sobrenome...

- Escrever a música em coletivo
- Perguntar o porque é importante ter um nome e sobrenome. Onde se registra o nome das pessoas? E o que acham que pode acontecer com uma criança que não tem registro de nascimento? (Mostrar uma Certidão de Nascimento ou pedir que as crianças levem)
- Elaborar legendas para destacar informações no texto, exemplo: pintar de amarelo o nome das flores, de azul os brinquedos e de verde os alimentos. ( Interessante destacar o que não tem sobrenome)
- Descobrir no texto palavras que rimam.
- Pedir para desenharem os brinquedos já destacados no texto.
- Escrever o sbrenome das crianças, etc.






Baseado em uma estrofe da música, pesquisamos em jornais e revistas coisas não não tem sobrenome e o que tem.

Trabalhando sobrenome

Gente Tem Sobrenome

 Composição: Toquinho / Elifas Andreato


Todas as coisas têm nome,
Casa, janela e jardim.
Coisas não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Todas as flores têm nome:
Rosa, camélia e jasmim.
Flores não têm sobrenome,
Mas a gente sim.

O Jô é Soares, Caetano é Veloso,
O Ary foi Barroso também.
Entre os que são Jorge
Tem um Jorge Amado
E um outro que é o Jorge Ben.
Quem tem apelido,
Dedé, Zacharias, Mussum e a Fafá de Belém.
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.

Todo brinquedo tem nome:
Bola, boneca e patins.
Brinquedos não têm sobrenome,
Mas a gente sim.

Coisas gostosas têm nome:
Bolo, mingau e pudim.
Doces não têm sobrenome,
Mas à gente sim.

Renato é Aragão, o que faz confusão,
Carlitos é o Charles Chaplin.
E tem o Vinícius, que era de Moraes,
E o Tom Brasileiro é Jobim.

Quem tem apelido, Zico, Maguila, Xuxa,
Pelé e He-man.
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.


ALFABETO



Outono é tempo de frutas !




Esta é uma ótima sugestão para a semana de outono , foi um grande sucesso na minha turma...
Cada criança trouxe um ingrediente: maçã, banana, cravo, uva, pera, kiwi, deixei que as crianças escolhessem a fruta para fazer o corpo do bonequinho.
Depois montamos um bonequinho para levar pra casa.
Ficou lindo!
Sugiro que peça as frutas em  boas quantidades, para depois que fazer os bonequinhos as crianças possam come - lás.







 


De olho no espelho !

Todos os seres humanos têm traços em comum e ao mesmo tempo são diferentes. Grandes, pequenos, gordos, magros, branco, negros, loiros, morenos...

De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, no volume referente à Formação Pessoal e Social, o espelho é um importante instrumento para a construção da identidade. "Ele permite visualizar e confirmar a imagem que construímos de nós mesmos"

Levei um espelho para a sala , assim as crianças tiveram a possíbilidade de se apresiar em frente ao espelho registrando o seu auto retrato.








História do Nome

Sugestões de Atividades Práticas pa o Projeto Identidade:


História do nome



• Propor às crianças que façam uma entrevista com os seus pais, procurando saber qual a origem dos seus nomes.
• Montar com os alunos uma ficha para auxiliá-los na entrevista, incluindo perguntas tais como: - Quem escolheu meu nome? - Por que me chamo .....? O que significa ..... ?
• Combinar com a turma o dia do relato e como ele será. ( A escolha do professor)
• Na medida que o educando for falando a história de seu nome, acompanha-se com a turma a leitura do nome completo, identifica-se o sobrenome do pai e da mãe (cada aluno pode levar sua certidão de nascimento) e compara-se nomes e sobrenomes semelhantes dos alunos da sala.

Brinquedo inesgotável !

Colecionei junto com minha turma tampinhas de garrafa pet, para trabalhar alguns conceitos matemáticos de forma lúdica e divertida, como por exemplo, numerais, quantidade, seqüência numérica, entre outros. As tampinhas fizeram sucesso na turma...
Bruna valeriano

Uma caixa cheia de tampas de plástico é um brinquedo inesgotável de possibilidades. As tampas podem ser utilizadas para várias atividades recreativas.


Estes são alguns exemplos:






'' Imagens de autor desconhecido''